sexta-feira, 31 de agosto de 2012

OMG


Foi a verbalização americanizada de
“Oh, meu Deus!”
Que me fez refletir:
 
Só espero que Ele não esteja assistindo!

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

As Promessas


Deitada sobre meu peito nu
E em total deleite
Ao surpreender-se com o sol
Invadindo o meu quarto sem,
Sequer,
Pedir passagem.
 
E um sorriso sobrepõe sua face
Algo improvável,
Apesar do desempenho.
 
Ah, sim!
É claro!
Como pude, eu, esquecer?
As promessas.
 
As tão belas e sinceras promessas.
 
E agora?
Como dizer que os sonhos,
As poesias e o “para sempre”
Apenas consistiam
Até o término da noite?

Atos de Uma Peça Teatral


A estrela se apresenta no primeiro ato
Mostra seu brilho nos gemidos das deixas
Regendo uma orquestra de surpresas.
 
No segundo ato,
Já mais assemelhada com o espetáculo,
Guia unhas e dentes sob as costas;
Em visibilidade nos espelhos.
 
A peça é uma trama policial,
Chega o terceiro ato!
Quando as fantasias entram em cena.
 
O quarto ato é o reflexo da exaustão
Mas a fatiga dá lugar à possessão
Anjos e demônios em seus confrontos épicos.
 
No quinto ato
Já se fechando as cortinas
E os atores tornarem às coxias
Uma oração trilha o gran finalle;
O assassinato de uma boa noite de sono.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

O Dilêma do Segundo Plano


A dúvida cruel toma frente ao seu animal
Você não é o titular em sua cama.
 
Mas, ainda assim, a dádiva toma forma
E ilumina seus pensamentos.
 
Fato consumado!
 
Afinal, o tempo apagará as provas do crime em seu corpo surrado,
Mas deixará cicatrizes profundas no companheiro da vaca.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Silêncio da Madrugada


A intriga lhe envolve
A incerteza é absoluta.
 
Alguém pode ouvir
Alguém pode, realmente, acordar.
 
Mas, o que fazer?
Se não há mais, sequer,
Uma peça de roupa

Ou um santo restringindo?

domingo, 26 de agosto de 2012

Infância Frustrada


- Vovó, por que essas mãos tão grandes?
- Vovó, por que esse nariz tão grande?
- Vovó, por que essa boca tão grande?
 
Pobre Chapeuzinho, tão inocente, tão pura,... Pouco sabia estar diante daquele que, além das vovós, pega as criancinhas pra fazer mingau.

Leis Trabalhistas


Estava farto de suas condições de trabalho.
Não tinha hora, não tinha lugar;
Fazia horas extras e
Aumentava a produção.
Tudo isso, sem gratificação alguma.
 
Esporadicamente, mesmo sem trabalhos,
A chefia o submetia a treinamentos intensos,
E ele, submisso ao sistema, aceitava a dor de cabeça.
 
Vivia duro
E vivia esgotado.
 
Certo dia, dirigiu-se ao RH, de cabeça erguida.
E, sem hesitar, exigiu:
 
Quero uma maior diversidade de trabalho!

Masturbação



Pois que, então, cinco delinqüentes
Quatro altos raquíticos
E um baixinho anabolizado
Cercam o oprimido “cabeça achatada”;
O nordestino.
 
A agressão é tanta que o corpo se incha
O rosto torna-se irreconhecível até aos familiares;
Principalmente aos familiares.
 
Mórbidos, frios e precisos.
 
Não há misericórdia, apenas pressa
Uma presa indefesa.
 
Então, a vítima chora, sangra
E avista seus ditadores se afastarem
Lavando as mãos de seus pecados.
 
Volta para casa,
Ainda atordoado,

Ressaltando mais um dia de trabalho árduo.